O Samsung SGH-i617 (ou Samsung BlackJack II) foi lançado em Outubro de 2007, mas só chegou ao Brasil na metade do ano de 2008. Em uma era onde imperam os celulares e smartphones com touchscreen, o BlackJack II torna-se uma alternativa para aqueles que preferem o confiável teclado Qwerty em um aparelho compacto e sem partes móveis. Olhar para ele e não lembrar imediatamente do Moto Q GSM é quase impossível, contudo, as comparações são limitadas à construção do smartphone, já que o BlackJack II está uma geração à frente do Moto Q GSM e o bate facilmente pela quantidade de recursos. O aparelho em testes é um Samsung SGH-i617 da operadora Vivo, gentilmente cedido pela Samsung do Brasil. A embalagem do Samsung BlackJack II com certeza não é o ponto forte do aparelho: uma caixa com algumas imagens do aparelho e textos ressaltando seus principais atributos ocultam uma bandeja plástica onde todos os acessórios encontram-se encaixados sem muito espaço. Assim, quem está acostumado com uma apresentação elaborada como a encontrada nos aparelhos “top de linha” de marcas como Motorola (o antigo Moto Q CDMA ou o já fora de linha Motorola V710), LG ou HTC irá ficar muito decepcionado. Na verdade, a embalagem do i617 está mais próxima à apresentação simples do MotoQ GSM. Mas como diz o ditado: “não se pode julgar um livro pela capa”, e o kit de acessórios que acompanha o BlackJack II é bem completo. Acompanham o aparelho: Em um primeiro momento achei que o aparelho enviado não estava completo já que fora os dois guias rápidos (um do aparelho e outro do Samsung Mobile Navigator), o encarte de “boas-vindas” da Vivo e as cláusulas do contrato pós-pago e termo de compromisso pré-pago da operadora, nenhum manual do usuário estava presente. Contudo, fiquei um tanto surpreso ao perceber que em uma ação visando reduzir custos, a Samsung disponibilizou seu manual de 81 páginas no formato PDF dentro de um dos CDs que acompanham o kit. Abrindo o arquivo no PC, é possível encontrar informações gerais do aparelho, com instruções no formato “passo-a-passo” o que torna simples a sua leitura. Porém fora a capa, não existe nenhuma imagem ou ilustração ao longo de todo o manual e, além disso, a formatação de marcadores (bookmarks) está incorreta, fazendo com que itens do passo-a-passo de cada seção apareçam como subtítulos dos tópicos principais. Neste quesito, a Samsung poderia ter tido um pouco mais de atenção com duas medidas “simples”: O Samsung BlackJack II é um celular do tipo candybar com teclado Qwerty (mesmo formato utilizado pelos Motorola Moto Q e os Palm Treo) Quadband GSM/GPRS/EDGE (850/900/1800/1900Mhz) e suporte Triband (850/1900/2100Mhz) à tecnologia 3G HSDPA – o que o torna completamente compatível com todas as operadoras brasileiras. Ele pode ser considerando relativamente compacto para a categoria: é menor que o tradicional Motorola MotoQ em comprimento (11,4cm contra 11,6cm) e largura (6,1cm contra 6,4cm), perdendo somente na altura (1,3cm, contra 1,15cm). Ele não é um smartphone leve como o LG Genius (que pesa apenas 93 gramas) e suas 116 gramas farão um pouco de peso quando colocado no bolso da frente da camisa. De maneira geral, o BlackJack II se apresenta como um smartphone rígido e confiável no que diz respeito à sua construção: quando submetido a um teste de torção (torcendo levemente o aparelho ao longo de seu eixo), percebe-se que a parte do teclado é um pouco menos rígida que a parte da tela, algo muito sucinto e minimizado pelo plástico empregado que possui uma boa qualidade. Apenas a tampa da bateria deslocou-se em alguns milímetros durante o teste. Seu design é bem agradável: com linhas suaves e acabamento no tradicional “Black Piano” e botões com fundo reflexivo logo abaixo da tela que fica emoldurada sob uma área plástica que ocupa a maior parte da frente do aparelho. Abaixo dela encontram-se 6 botões: “home”, função do lado esquerdo, função do lado direito, voltar, ligar e desligar. É interessante notar a questão de conceitos: se compararmos esta área entre o Samsung i617 e o Motorola Moto Q, perceberemos que o foco do Samsung está nas ligações enquanto que do Moto Q está nas funções do sistema operacional. Durante o uso, em alguns programas pressionei erroneamente o botão “home” ou “voltar” enquanto tentava acionar as funções – um mero caso de distração para quem estava acostumado a utilizar o Motorola Moto Q. Todos os seis botões possuem uma resposta segura e suave. O D-pad encontra-se entre os seis botões principais à frente do aparelho. Além das 4 direções e o botão de “Ok” (ao centro), ele possui incorporado um “jog-dial” (à exemplo de aparelhos como o HTC Touch Cruise e HTC Touch Diamond) que facilita muito a navegação em algumas telas/itens. De maneira análoga aos botões, a resposta do D-pad é muito boa e o “jog-dial” tem a rotação a cada 90º equivalente a um toque no direcional do D-pad. O teclado apresenta letras de fácil visualização por serem grossas (lembrando o teclado do Palm Treo) embora em minha opinião isso o torne o um pouco “robusto” contrastando com o refinamento do aparelho. Com menor largura em relação ao Q, as teclas parecem sensivelmente mais próximas, mas ainda assim, é possível digitar sem maiores complicações. O teclado possui teclas de atalho para as funções de: multimídia, câmera, mensagens e GPS. Na lateral direita encontram-se os botões de volume e o conector do cabo de sincronismo e alimentação (carregador). Naturalmente o conector é proprietário da Samsung. Na lateral esquerda do aparelho reside apenas a slot (entrada de cartão) microSD. Para felicidade de seus proprietários que não querem se contentar com uma memória expandida de 1GB, o aparelho reconheceu um cartão de 8GB da Kingston e conseguiu acessar normalmente todos os seus arquivos. O topo do aparelho reserva apenas o botão liga/desliga que possui funções de acesso diferenciadas em relação ao popular Motorola Moto Q e que serão abrangidas mais à frente. Na parte traseira do aparelho reside a câmera de 2mpx com um pequeno espelho. Infelizmente não há nenhum tipo de flash que auxilie na tomada de fotos. A bateria padrão é de 1.700mAh (Segundo o site GSM Arena) mas não pude confirmar tal dado já que a bateria do modelo analisado não apresentava qualquer descrição de sua capacidade. O cartão SIM Card fica preso logo acima do slot da bateria, preso pela mesma. Um ponto interessante sobre o Samsung SGH-i617 em relação ao Motorola Moto Q é que, apesar de ambos serem smartphones do mesmo tipo (candybar com teclado Qwerty), o Samsung foi concebido para ser utilizado com a mão esquerda enquanto o Motorola com a mão direita: basta verificar a posição do microfone e das teclas de volume (no caso do Motorola do Jog Dial que tem a mesma função) em ambos. O Samsung SGH-i617 é bem completo no que diz respeito às especificações técnicas: O BlackJack II utiliza o Windows Mobile 6.1 Standard (que geralmente possui menos customizações que o Professional) e por isso funciona praticamente dentro do modelo padrão do sistema operacional. Ainda assim, neste quesito a Samsung tem seus méritos: além de temas para a Tela Principal como o Painel Deslizante e Painel Deslizante com Mídia (padrões do Windows Mobile 6.1 Standard), a fabricante inseriu quatro temas bem agradáveis: Samsung Simples, Samsung Popup, Calendário Samsung e Relógio Samsung. Acionando o botão de função equivalente ao Iniciar, o sistema fornece acesso direto aos 8 últimos aplicativos utilizados. Acionando novamente o botão de função para “Mais Programas”, têm-se acesso a todas as funções e programas instalados no aparelho. A Samsung introduziu alguns programas (desenvolvimento proprietário) de modo a fornecer mais recursos para o usuário que possivelmente atenderão boa parte das necessidades reais do dia-a-dia. Entre os programas pré-instalados estão: O aplicativo Gamin Mobile XT que é o sistema de navegação “oficial” do SGH-i617 vendido no Brasil está pré-instalado no cartão microSD que acompanha o aparelho. Contudo, lastimavelmente, o aplicativo é uma versão demo e o usuário precisa comprar o mesmo (ou outro software de navegação para Windows Mobile Standard) para continuar fazendo uso do GPS. Uma alternativa gratuita é o Google Maps, porém ele utiliza além do GPS a conexão de dados para baixar em tempo real os mapas de navegação – consumindo preciosos KBs do plano de dados do usuário. A Samsung realizou duas customizações de acesso por hardware que na minha opinião facilitam muito o uso do aparelho: A qualidade de som nas ligações é bem satisfatória: o som é percebido com clareza e sem distorções ou picos. O mesmo ocorre quando se utiliza o viva-voz, que poderia ter seu volume máximo aumentado um pouco, principalmente pelo fato de ele utilizar um alto-falante independente localizado na porção superior da parte de trás do aparelho. Graças a esta saída de som, os arquivos de música são executados de maneira razoavelmente satisfatória: não há distorções apesar da qualidade ser mediana para baixa. O som é mono visto que há apenas um alto-falante (no Motorola Moto Q o som é estéreo com dois). A qualidade de som nos fones de ouvido estéreo é boa: nada excepcional – distorcendo ligeiramente nos graves. Para minha grande surpresa, seu processador “Dual Core ARM9 de 260Mhz” tem um desempenho muito próximo ao processador Qualcomm MSM7200 de 400Mhz: filmes no formato DivX e WMV com resolução QVGA (320 x 240 pixels) foram executados de maneira fluida. Ao testar um outro arquivo de vídeo com resolução de 624 x 352 pixels, a qualidade de reprodução de vídeo apresentou em vários trechos (quando há muita movimentação na tela) uma perceptível redução da taxa de quadros por segundo. Eventualmente, o i617 travou o vídeo que estava sendo executado por questão de 2 a 4 segundos. Assim, o desempenho neste quesito não traz grandes surpresas: está dentro do esperado para um smartphone Windows Mobile com processador abaixo dos 400Mhz. A câmera de 2mpx é fácil de ser operada: com menus bem intuitivos e simples de serem utilizados. Entre as funcionalidades da câmera encontram-se: Infelizmente a falta do recurso de auto-foco e a grande quantidade de ruído (noise) faz com que a qualidade das fotos obtidas seja extremamente baixa. Por ser Quadband GSM/GPRS/EDGE e Triband 3G HSDPA, em teria o aparelho está apto a ser utilizado em qualquer operadora de telefonia no Brasil e no mundo. O suporte a Blutooth 2.0 com A2DP permite que fones de ouvido estéreo sejam conectados para ouvir música sem ficar preso a fios. Infelizmente ficou de fora o WiFi que hoje em dia é uma demanda de hard users de smartphones. Um fato estranho: ao realizar algumas ligações percebi que por vezes o som chegava com fortes traços de “digitalização” e, por vezes, o som ficava mudo. Conferindo na tela do aparelho, sempre havia três (ou, no mínimo duas) barras das três possíveis, indicando uma qualidade de sinal média ou média alta. Realizei a mesma ligação para o mesmo destino de outros aparelhos na mesma hora e local. Resultado: nenhum dos outros aparelhos apresentou as interferências encontradas no Samsung. Troquei os SIM Cards (chips) da Vivo e voltei a realzar testes: independente da linha, o único que por vezes apresentava algum tipo de interferência foi o Samsung BlackJack II. Não ter consegui ativar o período de avaliação do programa Garmin Mobile pré-instalado no microSD que acompanha o aparelho, para a realização de testes efetivos do BlackJack II com seu aplicativo padrão de navegação por GPS e assim utilizei o Google Maps para meus testes que foram realizado ao longo de uma semana, variando as rotas no trajeto casa/empresa. Em geral, os GPS possuem três formas de inicialização: o chamado cold start em que ele inicia, localiza os satélites, estabelece conexão e realiza a triangulação; o warm start em que o GPS já inicia com alguns parâmetros de posicionamento dos satélites facilitando suas localizações; e o hot start quando o GPS já possui os parâmetros corretos dos satélites e já inicia estabelecendo a conexão direta (normalmente quando você desliga o programa GPS e já o liga em seguida sem alterar muito sua posição original). O GPS do BlackJack II é surpreendente (acredito que este seja um dos pontos mais fortes): o seu cold start não demorou mais que 20 segundos, fazendo o Google Maps apontar minha exata localização. Apenas como parâmetro: o warm start do HTC Touch Cruise no mesmo ponto demorou quase 30 segundos para iniciar e dos GPS Bluetooth testados mais de um minuto e meio. A taxa de atualização não é das melhores no Google Maps mas garante ao usuário acompanhar a rota que está sendo realizada sem problemas. A bateria do aparelho de 1700mAh (se esta capacidade foi mantida para o modelo brasileiro) deveria suportar 330 horas de stand by ou 7 horas de conversação. No meu caso, foram dois dias e meio de uso moderado (acesso médio à Internet 3G de 45 minutos e cerca de uma hora e meia de ligações por dia) – o que está dentro da média de smartphones Windows Mobile. Particularmente esperava uma autonomia maior considerando uma bateria de 1700mAh (carga entre 30% a 70% acima em relação aos outros smartphones Windows Mobile que utilizo), um processador “mais fraco” e pela tela não ser do tipo touchscreen. Fonte: SeidiMobileDESEMPACOTANDO



O SAMSUNG SGH-i617










CARACTERÍSTICAS GERAIS DE HARDWARE
INTERFACE E SISTEMA OPERACIONAL




QUALIDADE DE SOM E MULTIMÍDIA

CÂMERA

CONECTIVIDADE
GPS
BATERIA
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Review: Samsung SGH-i617 (BlackJack II)
Detonado por Vitor Morelli exatamente às 11:15
Marcadores: Notícias, Smartphones
Assinar:
Postar comentários (Atom)




0 Pareceres:
Postar um comentário